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domingo, 6 de março de 2011

Eu não quero voltar sozinho...

Há alguns dias um amigo me mandou esse este link... Assisti ao curta e me encantei com a sensibilidade da história. Fiquei muito feliz e sensibilizado com a narrativa que, dentre outras coisas, serve para nos fazer (re)pensar concepções de corpo, gênero e sexualidade...
Assistam, é lindo!

domingo, 23 de maio de 2010

Chloe

Estava em casa num fim de domingo, meio com fome, querendo ver gente e ser visto. Bom, pensei: vou ao cinema. A escolha não foi pelo título, nem pela sinopse, foi pelo horário. 22:15 era a única sessão viável, as anteriores já havia perdido e as outras tantas, após, terminariam muito tarde. Logo, "O preço da traição" foi a filme escolhido. Com título original, Chloe, o filme traz Julian Moore e Amanda Seyfried no elenco, o que, logo nas primeiras cenas, me deixou bastante feliz (não sabia que era com elas hehehe). Sentado na poltrona e comendo uma bobagem, deixei-me capturar e, ao longo da narrativa, me via maravilhado com a beleza, sensibilidade e complexidade atribuídas aos corpos e às sexualidades presentes naquele filme. Ainda tocado pela história, não creio que devo falar de modo mais detido sobre ela... nem mesmo, sinto-me autorizado a isso...
Se me permitem... assistam.

sábado, 1 de maio de 2010

Avenida Q

Acabei de chegar do teatro e, no caminho para casa estava ansioso para chegar logo e postar algo sobre a peça, ou melhor, postar algo que a peça me fez pensar... Avenida Q é um musical adaptado da Broadway que, apesar de ser protagonizado por bonecos, dirige-se ao público adulto. Com cenários bem cuidados e atores surpreendentes, Avenida Q colocou-se, nos primeiros minutos, para mim, altamente cativante e carismática. Animados por vozes e expressões incríveis, os bonecos foram se criando na história e, em alguns momentos, pareciam ter vida própria... Entretanto, o carisma dos primeiros minutos tornaram-se estranhamento quando delicados assuntos como raça, etnia e sexualidade foram "cutucados". Permanecer sentado naquela poltrona significou ver o estranhamento tornar-se resistência e ,a resistência tomar proporções do quase insuportável ao ouvir falas como "mulher pode ser gorda, pode até ser feia, mas nunca pode ter as duas coisas juntas"; "desculpem-me por ter sido um vizinho difícil, mas é porque eu sou gay" ou ainda, frases perversas destinadas a negros. Obviamente que em meio aos bonecos e ao tom "bem humorado" da peça, tudo isso não deveria passar de uma grande brincadeira. Talvez, esse seja o grande motivo da adaptação - satirizar delicados temas sociais. Enfim, ao meu olhar, o modo como a sátira foi se constituindo não passou de um superficialismo baseado no senso comum... uma peça recheada de clichês que ignora a densidade de temas tão delicados. Bom, acho que fui meio duro... mas não consigo me furtar de um posicionamento...